sábado, 19 de setembro de 2009

Zeitgeist.



Olá a todos!
É a minha primeira postagem aqui no Peripseudos, então, gostaria de começar de uma maneira que eu achei conveniente. Estou indicando para todos os que aqui postam e visitam a primeira parte do filme Zeitgeist. A primeira parte aqui, é por que o filme está dividido em 12 partes. Porém, o filme mesmo, no bruto, é dividido em 3 partes:

1. The Greatest History Ever Told
2. All The World is a Stage
3. Don't Mind The Man Behind the Curtain

Creio que não cabe a mim resenhar, aqui, o filme. Ele fala por si só. O primeiro video, acima, como eu disse, traz a primeira parte. Aqueles que se interessarem pelo filme completo, é só seguir os links que estão relacionados no Youtube. Espero que gostem! As questões abordadas são bem interessantes...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Pinóquio do século?

..........................................................................foto extraída do Carnet de Bordo

George Bush expulsou a verdade do mundo para, em seu lugar, fazer frutificar a idade da mentira. A sociedade humana actual está contaminada de mentira como da pior das contaminações morais, e ele é um dos principais responsáveis. (trecho extraído do blog de José Saramago. Leia na íntegra aqui).
A propósito: foi justamente Bush (junto com Tony Blair) o grande vencedor do Festival de Mentiras de Champoluc de 2005, prêmio merecido, segundo o júri, pela autoria da frase "Saddam Hussein possue armas de destruição em massa". Ambos ganharam na categoria "mentirosos do século", mas Blair foi o vencedor por partida, uma vez que também levou o prêmio de maior mentira do ano de 2005 com a frase "não mudaremos nosso estilo de vida" (pronunciada um dia depois dos atentados de 7 de julho em Londres).

Naquele ano também foram eleitos grandes mentirosos o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, pela frase ''Menos impostos para todos''; Stalin, por ''Nossas eleições são livres e democráticas''; e o cineasta Orson Welles por, ''Aterrissaram os extraterrestres'', pronunciada em 1938 em um programa de rádio que espalhou o pânico nos EUA. Frases como "Deus existe" e "Deus não existe" concorreram na categoria "maior mentira de todos os tempos". (Fonte: Folha de São Paulo.)

Leia mais sobre o curiosíssimo Festival de mentiras de Champoluc aqui.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Um experimento, apenas?



A tv alemã RTL lançou no youtube um video em que aparece um furgão onde se lê "coroner" (o equivalente a médico legista) estacionando em uma garagem. Quando o furgão estaciona e abre a porta traseira, vê-se um suposto Michael Jackson saindo com as próprias pernas, são e salvo.
Há dois dias a dita tv assumiu a autoria e publicação do vídeo e declarou que se trata apenas de um "experimento" midiático.
Abaixo, um trecho da matéria completa que vc pode ler aqui.

O "experimento", exibido no programa "Explosiv", foi feito, segundo o porta-voz da emissora, para "provar como é fácil a divulgação de informações falsas na internet".
"Escolhemos Michael Jackson porque, para esse experimento, tínhamos que lidar com um tema atual e de alcance mundial. Mas poderíamos ter optado por um outro personagem, se o momento fosse outro. "Não tivemos a intenção de ofender ninguém, nem de manipular ou confundir as pessoas, por isso a RTL retirou o vídeo da internet poucas horas depois", afirmou Schultz. (fonte: BBC Brasil)

terça-feira, 1 de setembro de 2009

O que vem a ser a mentira?


"E, afinal, o que vem a ser a mentira? Nada mais do que a verdade mascarada". - Byron

quarta-feira, 17 de junho de 2009

"Só na imaginação dos homens é que cada verdade encontra uma efetiva e inegável existência.
A imaginação, não invenção, é a suprema mestra da arte, tanto quanto da vida." Joseph Conrad, 1857-1924.

sábado, 6 de junho de 2009

fraude do século?

A chegada do homem à lua não passaria de uma elaborada encenação? A maior fraude do século XX?
Alguns acham que sim, e tentam prová-lo.
Um dos sites mais populares sobre o assunto é A fraude do século.Vale a pena ler sobretudo a sessão de comentários.
Há também o documentário da Fox "Did we land on the moon", que você pode ver aqui. E um episódio de Os caçadores de mitos.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

falso amor sincero

Já que os posts mais recentes têm sido sobre a dobradinha amor/mentira, mais uma variação sobre o mesmo tema.
Ouça e veja Walter Alfaiate e Dorina cantando "Falso amor sincero", de Nelson Sargento.

sábado, 30 de maio de 2009

"Mentiras sinceras me interessam"

Gostaria de abrir um fórum que tratasse sobre essa frase e quais as aspirações do eu-lírico ao dizê-lo. para situá-los do contexto:

"Maior Abandonado
Cazuza

Eu tô perdido
Sem pai nem mãe
Bem na porta da tua casa
Eu tô pedindo
A tua mão
E um pouquinho do braço

Migalhas dormidas do teu pão
Raspas e restos
Me interessam
Pequenas poções de ilusão
Mentiras sinceras me interessam
Me interessam, me interessam

Eu tô pedindo
A tua mão
Me leve para qualquer lado
Só um pouquinho
De proteção
Ao maior abandonado

Teu corpo com amor ou não
Raspas e restos me interessam
Me ame como a um irmão
Mentiras sinceras me interessam
Me interessam
"

Não sei se esse é o melhor lugar pra iniciar um fórum de discussão, mas...

sexta-feira, 29 de maio de 2009

"Verdades e mentiras"


Este é o título que foi adotado no Brasil para F for fake de Orson Welles, produção de 1974.
Não se trata somente do melhor filme sobre o assunto fraude/falsificação/mentira/realidade-ficção e nem é apenas o mais genial filme de Welles: é simplesmente uma das maiores obras-primas do cinema mundial.
Vc pode ler mais a respeito aqui.

domingo, 24 de maio de 2009

alô, alô

..tem alguém aí?
Onde estão os outros autores deste blog?
Orkut? MSN? Twitter? Facebook? Myspace?
Apareçam!!!!
E por favor, sugiram também novas cores para este layout que ele está muito sem graça...

quinta-feira, 21 de maio de 2009

amor + mentiras = amor de mentira?

Soneto 138 de Shakespeare:

"Quando jura ser feita de verdades,
Em minha amada creio, e sei que mente,
E passo assim por moço inexperiente,
Não versado em mundanas falsidades.
Mas crendo em vão que ela me crê mais jovem
Pois sabe bem que o tempo meu já míngua,
Simplesmente acredito em falsa língua:
E a patente verdade os dois removem.
Por que razão infiel não se diz ela?
Por que razão também escondo a idade?
Oh, lei do amor fingir sinceridade
E amante idoso os anos não revela.
Por isso eu minto, e ela em falso jura,
E sentimos lisonja na impostura."

quarta-feira, 20 de maio de 2009

da série grandes imposturas


Stephen Glass era, em 1998, um jovem e promissor jornalista americano que teve 27 de suas 41 matérias (nas quais citava fontes, lugares e fatos inexistentes) desmascaradas. Glass trabalhava na The new Republic, um das mais respeitadas revistas de Washington, conhecida por ser a "revista que o presidente lê em suas viagens de avião".
Demitido e afastado da carreira jornalística, Glass terminou a faculdade de direito e em 2003 publicou The fabulist, seu primeiro romance, cujo protagonista chama-se Stephen Aron Glass.
Na época do lançamento do romance, o autor concedeu uma entrevista ao progama 60 minutes, da CBS News. (Vc pode ler alguns trechos dessa entrevista aqui).
O filme Shattered Glass (que aqui no Brasil ganhou o título de "O preço de uma verdade") é uma ficção baseada na história real das ficções inventadas pelo (então)jovem impostor (ou fabulista?).
Ainda no ano de 2003 e pouco tempo depois do retorno de Glass aos holofotes, outro escândalo abalaria o meio jornalístico americano: o caso de Jayson Blair (leia o texto que saiu no Observatório da Imprensa).
Outros casos na mesma linha e que ganharam destaque foram os dePatrícia Smith - finalista do Pulitzer - e Janet Cooke. Leia mais aqui sobre as façanhas delas e de Glass.

terça-feira, 19 de maio de 2009

A decadência da mentira I


A decadência da mentira é um ensaio de Oscar Wilde que foi publicado em 1891.
Wilde põe em cena dois personagens que dialogam sobre arte: Viviano e Cyrillo.
Viviano apresenta ao amigo algumas das idéias que compõem um artigo que está a escrever e cujo nome é "A decadência da mentira"*:

Uma das causas principais da banalidade de quase toda literatura atual é certamente a decadência da mentira considerada como uma arte, uma ciência e um prazer social. Os antigos historiadores apresentavam-nos deliciosas ficções sob a forma de fatos; o moderno romancista oferece-nos fatos estúpidos à guisa de ficções.
(...)
Dificilmente se avaliaria o dano que faz à literatura o errôneo ideal da nossa época! Tem-se uma maneira desprezível de falar do "mentiroso nato e do poeta nato". Em qualquer dos casos, é um detrimento. A mentira e a poesia formam artes - artes que, como Platão entendia, têm a sua conexão e requerem o estudo mais atento, a mais desinteressada devoção. Possuem a própria técnica, como a pintura e a escultura - mais materiais - têm seus sutis segredos de forma e de cores, seus toques de mão e métodos refletidos. Reconhece-se o poeta pela sua bela música e o mentiroso pelos seus ricos e ritmados excessos - aos quais não bastaria em caso algum a inspiração temerária do momento; nisto, como em tudo, a perfeição é precedida pela prática. Hoje, porém, enquanto a moda de fazer versos vai se tornando excessivamente comum e deve ser arrefecida, a de mentir quase cai em descrédito. Mais de um jovem começa a vida com um dom exagerativo natural. Se o educam em círculos simpáticos e do mesmo espírito, ou pela imitação dos melhores modelos, pode-se tornar qualquer coisa de grande, de prodigioso. Em geral, porém, o jovem não alcança coisa alguma. Ou cai em negligentes hábitos de exatidão, ou começa a frequentar os velhos e bem-informados. Uma ou outra alternativa é fatal à sua imaginação, como aliás seria à imaginação de quem quer que seja. Em pouco tempo adquire a malsã, a mórbida faculdade de dizer a verdade: começa a verificar todas as afirmações feitas em sua presença, não hesita em contradizer os mais moços, e muitas vezes acaba por escrever romances tão fiéis à vida que perdem toda verossimilhança.

Aí está um exemplo que, longe de ser o único, é tomado entre muitos outros. E se nada pode reprimir, ou, ao menos, modificar essa monstruosa idolatria do fato, a Arte tornar-se-á estéril e a Beleza desaparecerá da terra.

* Utilizamos aqui a tradução de João do Rio (Imago, 1994)